Intervenção Psicológica na Obesidade
Como se pode imaginar, a intervenção psicológica na obesidade
tem vários objectivos. Por um lado, é necessário realizar uma
adequada avaliação psicológica do impacto do problema, perceber
o modo de funcionamento da pessoa e o tipo de intervenção mais
adequada.
Em termos globais, pode dizer-se que a abordagem ao problema
da obesidade deve ser conjunto, entre o psicólogo e outros
profissionais, como o nutricionista, o endocrinologista, o
cirurgião, etc., dependendo da gravidade do problema e dos
objectivos concretos da pessoa.
No que respeita à intervenção psicológica ela pretende
conseguir melhorias a vários níveis:
- uma redução do peso para menos de 20% acima do peso ideal,
- aumentar os comportamentos positivos, incluindo uma
alimentação mais saudável e exercício físico regular,
- diminuir comportamentos alimentares pouco saudáveis, como
as dietas yo-yo ou dietas com excesso de sal e gorduras,
- reduzir os sentimentos de vergonha, inferioridade, e baixa
auto-estima relacionada com o peso ou tamanho corporal,
- resolver conflitos interpessoais ou outros que possam
contribuir a crises de ingestão alimentar compulsiva e outros
padrões alimentares pouco saudáveis.
No caso em que a obesidade se considera mórbida, ou que por
algum outro motivo, necessita de uma intervenção mais “radical”
que implique cirurgia, a avaliação e a intervenção psicológica,
serão adaptadas a este procedimento terapêutico médico e
implica:
- avaliar o estado psicológico (são excluídas as pessoas com
quadros de ansiedade, depressão, ou outro qualquer problema
psiquiátrico que possa comprometer a normal recuperação da
intervenção),
- avaliar se existe uma decisão consciente e informado sobre
o procedimento a realizar (são excluídas as pessoas que se
sintam inseguras, com dúvidas sobre a decisão ou não
preparadas para a intervenção),
- preparar o pós-operatório, a recuperação e a adaptação às
rápidas mudanças físicas e de hábitos diários.